segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sexta-feira

Nesta sexta-feira, somos as pessoas  zonzas, sem nada a fazer.
Talvez eu tome um milk-shake, talvez eu tome coca-cola, talvez eu tome café mesmo, tanto faz como tanto fez, mas quem se importa?
Talvez não seja a vontade de ter tudo como eu quero, mas que egoísmo!
Você fica num estado de ambivalência, sem querer ter saída, mas você tem.

Nesta sexta-feira, aproveite sua juventude, mas não seja epistêmico, acredite, o melhor é agora ou talvez não haja o melhor, há o menos pior, e o pior pior.
Talvez nada mude, mas tudo muda. 
Falta-me o fôlego, quando penso no futuro, por que tanto me perturbas? 
Penso nisso todas as vezes que escovo os dentes, desde os seis anos, quando adorava a escola e já pensava nisso, juntando a dúvida de qual cor do power ranger escolher, qual desenho pintar, formavam minhas três preocupações.

Nesta sexta-feira caótica, entediante e remota. 
Todas são iguais, tem um silêncio infernal, repleta de ausência e luzes, mas por que não consigo dar passos até elas? 
A verde é minha predileta, é a que mais me chama a atenção, a mais ofuscante.

Nesta sexta-feira, vamos sair, chame seus amigos, aonde estão? 
Parece que saí do caminho da luz, estou no obscuro novamente e olhem só, escovando os dentes.
Ouço um som eufórico, talvez seja o ''som da sexta-feira'', bem distorcido por sinal, mas não me parece nada convidativo, a nostalgia também estava presente.
O momento de mais choque foi quando olhei o calendário e percebi, que nem era sexta-feira.

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