quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Tela em preto e branco

Pouco a pouco vamos morrendo, cada segundo nos consome.
Na tristeza dessa proeza que se chama viver.
Muitos dizem que o sentido da vida é fazer dela a maior arte de todas através do amor. 
A vida é uma tela em preto e branco, o amor seria a aquarela.
Há mais amor no silêncio e na aproximação do que em falácias estapafúrdias ou no beijo que desce rasgando.
Não quero estar longe, não quero sentir o que chamam de saudade, então por favor não venha, se vier, esteja sempre ao meu lado, não precisa falar nada, ou então fale.
Isso se deve ao fato de que em certo estágio relacional, palavras não expressam toda a infinitude de seus sentimentos, porém há o sentir, o doce sentir.
Desejo não ser abrigo desta moléstia que inibe sua razão e te leva a infringir princípios, retirar armaduras e guardar armas.
Seria ele o analgésico para a alma?
Por meio de ilusões e frustrações persuasivas?
Alguns dizem que quem não foi habitat do amor, não sabe a sorte que tem. 
Outros defendem que os indignos do amor estão  perdendo a fascinante magnitude que nem os mais  sábios puderam descrever com exatidão, pois não haviam adjetivos e sensações o suficiente.
Bem, acho que sou um sortudo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sonhos merecem a realidade

O mais fascinante no sonho, é a ação de sonhar.
O mais fascinante na ação de sonhar, é o sonho.
O mais empático entres estes dois, é a oportunidade
de idealizar o mundo como você quer, da forma que
você quer, com o que você quer, com quem você quer.

O mais emblemático no sonho é que qualquer ser 
pensante pode realizá-lo, a oportunidade de poder
ser um deus corriqueiro, transformando todos em
irmandade condicional, onde não haveria os piores 
sentimentos:
Medo;
Raiva;
Frustração;
Tristeza; 
Decepção;
Angústia;
Rancor; 
Humilhação;
Traição;
Ódio;
Ingratidão;
O mais decepcionante no sonho, é a ação de sonhar.
O mais apático na ação de sonhar, é o sonho.

Amor

Amor?
Amar?
Amando?
Amou?
Amará?
Amenizando?
Adiantando?
Aflito!
Assisto!
Aquilo!
Amor?
Olá.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Cafeína e persistência

Onde você se encontra?

Em todos os lugares que olho.
Na janela embaçada, ao som dos pássaros que de certa forma não me agrada.
Nos livros que leio, no sono profundo, na corda quebrada do violão.
Nos vultos que me assombram, no escuro que me apavora, nos carros em contra mão.
Na tristeza que me aflige, na música que não mais me conforta, no frio que me fazem ranger os dentes.
Na terceira xícara de café, que não sei por que mais amarga, me embaça os óculos, em contraposição de minha preguiça.
No incômodo acomodado, no arrumado desarrumado, meu desarrumado, meu incontestado.
Em minha mente caótica e neurótica, que no início disso tudo queria fazer rimas, pobres rimas.
No silêncio turbulento,  nos sangue que escorre sobre meu dedo, depois por todo antebraço e posteriormente sobre meu braço, formando traços que me lembram aquele seu vestido, aquele seu olhos, aquele seu eu.
No tempo que vem passando, devagar, tristonho, ou rápido demais. Mas esse remorso, que se alastra em forma de cafeína sob meu corpo, me faz ir de desencontro a você, não persisto mais na memória, na felicidade.
Dou sete passos até porta, caminho entrelaçando os pés, quando de repente passa um helicóptero, que imagino pousando, mas com certeza não traria você, ele me traria a verdade frustrante de que tudo passa, menos você.