Não procuro o que há de melhor, não procuro o perfeito.
O perfeito é um saco, me enche a paciência e me entedia.
O simples e sutil incrivelmente me fascina, me convence.
A tristeza certamente é uma zona confortável de onde
quero sair, porém não quero.
Mas se for necessário para encontrar você,
permanecerei aflito, ansioso, tentando ver a luz na penumbra.
Talvez eu tenha deixado-a ir, mas por que eu faria isso?
Ela se foi, e está em todos os lugares que não fui, em todas
as palavras que ainda não disse, em todas as coisas que
ainda não aprendi.
De fato nunca fazemos o que queremos,
nunca somos o que queremos, nunca agimos como queremos.
E nesse não fazer, eu perco você para minha estupidez.
Nessa manhã fria e nublada, ponho um pouco de café puro,
sem açúcar, porém menos amargo do que sua ausência, do que seu
desconhecido.
Eu adoço um pouco, pois de amargo basta isso, isso de não conhecer você. Imagino como seria eu, você, nós.
Um farto do outro, possuir você em demaseio, até me causar
ânsia de vômito.
Até ter ataques e ser atacado por você,
com um sufocante abraço de comer cabelo.
Ah! Que doce abraço, tão utópico.
Mas doce mesmo é esse seu jeito,
de ser perfeitamente, imperfeita.
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