Quando todos escolhem não lhe dar a atenção, tudo não vem a prazo, os problemas em minha mente vêm como uma avalanche, me tornando frio e incrédulo. Mas como tudo passará, e tudo passa, a tristeza no cantinho da minha mente, chamado memória me traz alegrias e tristezas, em maior parte uma nostalgia agonizante, como toda boa lembrança, tenho vontade de viver os momentos novamente, mas aproveitaria mais, não na singela epifania que nos traz o remorso, mas se eu errasse tudo novamente por você? E se a razão que toma conta de mim fizesse as malas novamente?
Meu sistema límbico numa batalha constante sai de vencedor, ao córtex pré-frontal, na divisão geográfica cerebral eu vou me perdendo e entendendo.
Entendido, porém perdido?
Mas ainda lembro daquela tarde, fria, a qual corríamos contra o vento em direção à lugar nenhum.
As mãos que se espalmavam se entristeciam no desdobrar de dedos. Quando eu me escondi, você me procurou, não encontrou-me, mas eu lhe achei novamente, você falava para eu nunca mais fazer aquilo, e o tempo não era nosso aliado. Mas o dia continuava frio, fomos até a parada de ônibus mais próxima, tudo que queria era ir para casa com você, com um sentimento que me dessecava, mas era bom. Sabia que não podia dormir durante o trajeto dessa vez, não queria correr o risco de abrir os olhos e não lhe encontrar. Mas seus olhos me devastavam coma chamas, uma floresta em minha mente, onde todos os animais fugiam, mas eu, continuava a queimar, a incinerar, até morrer.
Mas continuei a achar que estava vivo, e continuei. Chegando na rua da minha casa, houve despedida, aquela noite você não podia ficar. No outro dia eu percebi, que não só eu estava morto, já era de se esperar, como sentimentos sobreviveriam sem uma dose diária, foram sumindo, até eu me sentir vivo novamente, com o coração reflorestado, com fauna e flora, esperando por chuvas, e não por mais chamas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário