sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Absoluto
A intolerância é a mãe de todos os males. Parte dela e de intrínseca involuntariedade de natureza humana, a arrogância de não aceitar o outro, as diferenças sociais, econômicas, políticas, estilísticas, de descrenças e crenças ( o ateísmo forte defina sua corrente filosófica como crença na ausência de uma deidade). Se tocássemos nossa alma ou ao menos a superfície dela, nossa verdadeira essência, nossos reais desejos e ambições, insatisfações pessoais mantidas e cobertas como poeira debaixo do tapete, haveria uma averiguação e suavização dos conflitos humanísticos, gastaríamos mais tempo nos preocupando com nós do que com o outro e, dentro de nós, encontraríamos também o ''outro'' e o inesperado aconteceria, pois qualquer um tem parte do ''outro'' em si, querendo ou não, todos vivem em uma sociedade e, não sobreviveríamos sem ela. Ame seu próximo, ame os distantes, ame as pessoas, e verás que elas ao contrario do que tu achastes - tu, um pobre amante da misantropia - pessoas podem ser as melhores coisas do mundo e deveriam ser, sensações insubstituíveis que cachorros substituem, a vida é repleta de antíteses, e deve prevalecer o bom de qualquer uma, assim como os paradoxos, seja tolerante e não insulte a si, envergonhando a raça humana ainda mais. Evite o absoluto.
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