À noite, sozinho no quarto ou qualquer outro cômodo da casa
o silêncio assusta
sou eu em si
sem o outro para desviar o caminho retilíneo que leva a compreensão do ''eu sou''
tudo é mais assustador
até o silêncio parece chorar e se debruçar num porre de quatro dias
as paredes imploram por mais vida, sofrem como alguém que está a não amar
o teto suplica para desabar e terminar com sua persistência involuntária
e o chão vai me engolindo
pouco a pouco
até me sobrar somente uma mão para escrever.
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