sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Avesso, anverso, embrulhado, revestrés

meu corpo é cheio de vazio
e minha mente parece um meio fio
com sangue denso de um cérebro que não realiza mais sinapses
a água começa a condensar
e meus pensamentos vão se perdendo dentro de minha mente, dentro de meu cérebro, dentro de meu crânio, dentro de meu corpo, dentro de minha vida
e minha vida vai perdendo a meta, se tornando o equilibrista alcoólatra que utiliza uma maquiagem rosa
Como minhas lágrimas que vão se perdendo em meio à chuva que lava o sangue
eu vou abstraindo até chegar num estágio mental absoluto
com um revolver cravo uma bala no nada
nada na balada
no suspiro de alívio que minha mente ergue diante de um público que aplaude
o cair e estalar dos ossos
e o buraco de indescobertas que eu descobri, vi, senti
e você que respira e possuí sangue correndo entre suas artérias que levam oxigênio até seu cérebro propulsor que se adapta à ilusão de felicidade por um bem menor que é super valorizado
nunca saberá
você nem sua mente
novamente
você mente
só mente
somente.

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