Não quero me perder, de novo. Seguindo os passos da positividade e
do otimismo, deixando o passado onde ele deveria ficar, sem preceitos ou
angústias para não estragar o presente.
A dúvida que sempre irá lhe perturbar à
noite parecerá mais fácil de ser solucionada, e posteriormente a alternativa
escolhida será mais fácil de ser aceita e vivida. Quando me perco pensando em
nada e me acho pensando em tudo que posso, vejo as oportunidades baterem a
minha porta, às várias portas, mas não sei ao certo se possuo a chave de todas
elas, que parecem blindadas.
Tenho que conferir meu molho de chaves
e conferir, de fato quais portas eu posso abrir e dizer: venha.
Mas, em meio à solidão confortável que abita minha mente e meu coração, tudo vai sendo enviado a essa cratera, afundando, afundando, e ela vai engolindo tudo que poderia ter sido risos, conversas, conversas com risos, a intensidade dos segundos e a sensação prazerosa de estar vivo.
Mas, em meio à solidão confortável que abita minha mente e meu coração, tudo vai sendo enviado a essa cratera, afundando, afundando, e ela vai engolindo tudo que poderia ter sido risos, conversas, conversas com risos, a intensidade dos segundos e a sensação prazerosa de estar vivo.
Mas recentemente estive pensando em sair
dela, e saí.
Mas antes disso, deve haver uma
retrospectiva, para entendermos o fato de tal solidão que consigo trazia amargura,
arrogância e misantropia.
As decepções me afligiram a tal ponto de
não querer mais sair do quarto. Me ignoraram, me frustraram e principalmente me enganaram. Como se não bastasse a própria humanidade ter me passado a real
imagem dela, individualmente os ''laços'' que eu fingia ser recíprocos, me
torturaram de forma violenta, como se estivesse tendo todos os orgãos de
forma cronológica até o êxito de sobrarem o coração e o cérebro, para a dor se
tornar constante e intensa. Me dobrei, e tudo que queria era fechar os olhos e
não ver mais nada, não pensar em nada, não sentir mais nada, mas a
gradação não era completa. Fui me tornando o oposto do que queria ser, e quando
me tornei, para me recuperar tive que me tornar o oposto novamente do que era e
do que queria ser, tive que me tornar o que não queria, e aceitar o que não
queria, tudo foi descendo lentamente, ardendo como álcool etílico, foi tanto, que
me parecia ter tido um porre.
Quando percebi que estava
acontecendo não quis acreditar, fora tão recente e doloroso novamente, mas era
uma dor boa de ser sentida, um amor platônico o qual eu aproveitava ao
máximo, com uma máscara que utilizava para fingir estar tudo bem, pois não
queria estragar tudo aquilo com revelações.
Me sentia entalado, com algo que sabia a
reação pós ação.
Mas nessa fase de minha vida, foi
doce e vazia, um vazio só meu que somente uma pessoa podia
preenchê-lo, mas sofrer em silêncio foi o melhor a fazer.
Agora, tento me permitir, e sair, desta
zona de conforto, com esforço e perseverança, mas quando finalmente encontro
algo o qual quero aproveitar, me desmancho e saio com o medo a vagar, sobre minha mente que só quer recuar, mas estou disposto ao
que a vida me guarda, pois de todas as relações que tive, de todos os amores, o
citado foi o que me causou menos danos, pois ainda me deixou o cérebro e o
coração para o final, apesar da imensa dor.
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